9.26.2016

Espadrilhas Mexicanas Artesanais - Minha Moda - Grande Almanaque Mauj

As espadrilhas, espadrilles, alpargatas ou espardênias (chame como quiser, até mesmo de sapatilhas) dizem por aí que eram usadas pelos espanhóis, desde o século XIV, em suas atividades cotidianas.

Ok, eu tenho sangue ibérico, uso este tipo de calçado no meu dia-a-dia.
Tá?




Espadrilhas artesanais, feitas no México, por indígenas maias de Yucatán.

Espartos (uma planta similar à palha) trançados, com tecido estampado de huipil (vestimenta própria dos indígenas do sul do México, em algodão).
Super confortáveis, adoro!

Fim de semana com churrasco, festa de aniversário, dia no mato. Ainda faz calor no Japão.
Uma alternativa gostosa, leve, para os tradicionais sapatos e tênis de sempre, ou até mesmo os chinelões nada elegantes que usamos no verão/início de outono.

Preço? Cinco mil ienes, uns cento e sessenta reais.

9.20.2016

Eu Canto Pra Você, Vera Hatsugai - Keiken - Henmi Mari - Grande Almanaque Mauj

Porque hoje é aniversário de Vera Hatsugai.
Minha querida amiga, que para mim é família.
E você gosta desta música!

Parabéns, felicidades eternas!



Henmi Mari gravou "Keiken" (Experiência) em 1970.

Um grande sucesso em todo o Japão, esta música gerou forte polêmica na época - carrega um certo teor erótico (mas hoje em dia soaria inocente).
Em resumo, sem meias palavras, a letra da canção diz "eu te amo mas você só quer me comer".

A música, por causa do tom sussurrado e letra sensual foi proibida de ser apresentada na tv estatal japonesa (a poderosa NHK). Mesmo sendo uma das mais tocadas do ano, não pode participar do Festival Vermelho e Branco da Canção Popular Japonesa (NHK Kouhaku Utagassen) à época.


Certo dia estava na casa de um amigo, Kensuke. 
Depois de uns bons goles e goles de vinho, lembramos dessa música e brincamos de cantar. 
Gravamos em um pequeno gravador, desses de mini-fita mesmo (por isso o chiado no áudio).

A voz é minha, Kensuke no violão, um microfone dividido para dois.
Foi divertido, tentei não rir enquanto cantava/gemia. 

Se tem curiosidade de saber como é minha voz, esta aí o audio.
Foi gravado de primeira. Improvisado. Assim foi e assim ficou registrado.

Erro o tom, desafino, desando. Mas tá, é de brincadeira mesmo, pra que complicar?

Ouça minha versão de "Keiken", de Henmi Mari.






9.16.2016

Vambora Viver - Reflexões "Post Mortem" - Grande Almanaque Mauj

Com a partida tão abrupta do ator Domingos Montagner (que triste, isso, lamentável) a gente é obrigado a reconhecer como a Vida é efêmera.

Do nada tudo pode terminar.
Vai o último sopro, tua existência acaba.


E o que de nós resta por aqui?
Que sentido houve em nosso existir?

Que fizemos? Quem éramos?
O que deixamos para o mundo?

Quais são as lacunas que sobrarão abertas, os assuntos pendentes, os amores não declarados, brigas sem socos, contas não pagas, risadas que não foram dadas, lágrimas que não foram amargadas, armários bagunçados, os prêmios da sorte grande que ignorados foram?

Coisas de Vida que adiamos viver.
Vem a morte e te esfrega na tua cara que agora não há mais tempo pra isso...
Azar o seu, que não aproveitou bem o tempo de vida.

Com a partida de alguém a gente reavalia nossa própria existência. Nossa finitude.
Porque um dia a gente também vai e talvez nem demore muito, vai saber.

Só vale o que a gente é, o que se fez.
O que temos, nem tanto, pois ficará tudo para o mundo brigar pelas nossas "posses".
O que deixamos para fazer ficou sem conclusão, tal qual obra inacabada.

Vambora viver, né?